25 de dezembro de 2011

Oprimida e Humilhada Parte I

PARTE I
"Ana era estéril e casada com Elcana, um homem que era louco por ela; porém, ele tinha de manter as aparências. Por isso, também era casado com Penina, que lhe deu filhos e se tornou a maior rival de Ana. Ela não apenas era a outra mulher na vida de Elcana, como também fazia com que a sua esterilidade se tornasse um problema ainda pior. A mulher não deixava Ana em paz. Você pode imaginar Penina odiando Ana após ter sido escolhida por Elcana apenas para lhe dar filhos, e não por amor.
Todo dia era a mesma coisa: as constantes brincadeiras de mau gosto, a interminável solidão e o medo do que poderia lhe acontecer após a morte de Elcana a assombravam dia após dia. Ana era uma mulher triste e o seu marido via isso. Ele dizia: "Ana, por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos (1 Samuel 1:8).
É claro que Elcana era o amor da vida dela, mas ele jamais entenderia o que era não poder ter filhos, pois tinha filhos com a sua esposa mesquinha.
Após terem comido e bebido em Silo [...] Levantou-se Ana.
(1 Samuel 1:9)
Você não lê que Ana reclamava de Penina; não lê que ela fazia escândalo à mesa do jantar. Você lê que ela respeitava a hora do jantar, embora não tivesse a menor vontade de estar ali. Primeira lição: ela estava triste, mas não fez com que as pessoas à sua volta também se sentissem tristes e infelizes.
Estando Eli, o sacerdote, assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do SENHOR, levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente. (1 Samuel 1:9,10)

Mais uma vez, você não vê Ana procurando as amigas para reclamar das injustiças da vida. Ana nem se importou com a presença de Eli no templo; ela foi direto a Deus. Primeiro, ela orou e, quando já não havia mais palavras para descrever o que sentia, chorou amarguradamente. Esse é o tipo de choro que vem lá do fundo. Lenços não podem secar essas lágrimas; é muito profundo para ser explicado. Ninguém entendia o que ela sentia, mas Deus entendia.
E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha. (1 Samuel 1:11)
Uma vez que entendeu que somente Deus podia lhe dar o que queria, e que tudo ia dar certo, ela fez um voto com Ele - um voto que praticamente dizia que ela Lhe devolveria a bênção. Sua atitude moveu a mão de Deus e Ele realizou um milagre em sua vida.

Está vendo? Ela não estava mais pedindo um filho para si; estava pedindo para ser mãe de um menino que serviria a Deus. Seus objetivos mudaram. Ela já não estava mais pensando apenas em si mesma, no seu orgulho de mãe ou em sua rivalidade com Penina. Tenho certeza de que ela havia pedido um filho a Deus muitas outras vezes, mas essa foi a vez que ficou registrada na Bíblia. Essa foi a vez em que ela parou de pensar em si mesma e começou a pensar em Deus.
E Deus mudou a sua vida daquele dia em diante, no exato momento do voto. A Bíblia diz: "Assim, a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste" (1 Samuel 1:18).

continua...

Um comentário:

  1. extremamente forte...nunca havia lido dessa forma sobre Ana!

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